Música, arte, entretenimento e uma dose de poesia. Aqui não tem segmento específico, é tudo muito pessoal. É que eu só quis dizer...
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Tapando buracos


Às vezes a nossa situação é a mesma que a de uma Maria-Farinha.

As pessoas têm a infeliz mania de, ao chegar na praia, danar a cobrir os buracos. Mesmo sabendo que estão matando os bichos.

Não vou criar uma co-relação consciente. Mas isso é um pouco do que fazemos com nós mesmos durante a vida. A Maria-Farinha é bicho agitado, arisco, corre de um lado pro outro, é o objeto em si do imediatismo. Da resolução de problemas, do viver intenso. 

Às vezes temos  que jogar areia em alguns buracos. Sempre fiquei pensando o que acontecia depois disso. Se ela apodrece, e vira areia de novo. E tudo segue como se nada tivesse existido. Ou se fica aquele esqueleto ali, pra sempre. Escondido numa praia de verdade que as pessoas andarão sobre, mas nunca vão conhecer.

Detalhes e mais detalhes

Caixinhas decorativas. Devo encomendar algumas delas, mas ainda não consigo me decidir em relação ao tema das tampas. 


Roy Lichenstein ou Pop Art? Dê um help e vote! ;)


POP ART













ROY










Amy no Rio


Ir ao show de Amy Winehouse de uns tempos pra cá começou a ser como jogar na bolsa. Você vai na incerta, sem saber bem o que vai encontrar, mas ansioso para alguma surpresa.

O show de abertura já garantiu a cota de surpresas da noite. A cantora Janelle Monáe destilou energia e interação com o público e banda. “Pulou corda” com o fio do microfone, cantou deitada no chão e, fazendo um discreto moonwalk na música de despedida, desmanchou seu topete – sua marca registrada. Tudo isso para garantir que a entrada da polêmica diva se tornasse inesquecível para o público carioca.

Para uma terça chuvosa, o HSBC Arena estava bem populoso. Com aliviantes 40 minutos de atraso – a expectativa geral é que fosse mais tempo -, Amy entra em cena e começa o repertório. Tenta falar com o guitarrista diversas vezes durante as músicas, esquece trechos das letras e o roteiro, dança desengonçada, mas nada disso importa. O público a recebe bem, e aplaude cada tropeço “aparentemente embriagado”. 

Desengonçadamente charmosa


O show seguiu em toque de caixa, sem interrupções demoradas e com muita força da banda – eles fizeram acontecer. Com backing vocals inspirados e uma banda impecável, Amy não teve outra escolha senão caprichar. E ela se esforçou – ainda que não em todas as músicas. Rehab e You know that I’m not good, as músicas mais esperadas da noite, foram praticamente arrastadas. A multidão cantou animada, mas isso pareceu fazer o efeito contrário na cantora, que não deu muita bola.

Confusões fazem parte do show


De xícara em xícara (bebendo alguma coisa não identificada), ela seguiu com o show.  Quase no final, apresentou a banda – sem lembrar do nome de alguns dos integrantes. “We just met”, ela justifica. Mas todos estes episódios de Amy fazem parte do espetáculo, e ela volta com um bis super aclamado.

Backing Vocals inspirados


O show termina meia-noite em ponto e ela fecha bem a última música. Acena para o público e sai antes do final da música, encerrando seus shows no Rio e deixando para trás um público aparentemente satisfeito.



Críticas boas ou ruins à parte, o show de Amy Winehouse sempre será um evento merecedor de atenção da mídia. É uma diva controversa que, dentre polêmicas e iniciativas surpreendentes -como estes shows no Brasil - leva muito talento. Resta aos fãs dar apoio e principalmente, aproveitar o momento.

 Veja mais fotos aqui:












Colocando na rotina o que é imortal

Sempre gostei muito de arte de rua, mas este sentimento era totalmente instintivo. Além das boas sacações e das cores (que é justamente o tipo de trabalho que me chama MUITO a atenção), uma característica inerente a este tipo de trabalho fez com que eu me apegasse mais ainda à ideia.


Ao contrário da maioria das obras de arte, a arte de rua já nasce morrendo, e não visa a posteridade; sua moldura é a realidade. Sua duração é o acaso.

Como tudo da natureza humana - incluindo os próprios autores - a expressão artística tem ali um processo de concepção, nascimento e morte. Tem uma vida útil, como qualquer ser ou qualquer instrumento útil - como a tal privada de Duchamp.

Assim como no trabalho de Marcel Duchamp,  a obra de arte perde a aura imortal e se torna um objeto funcional, como um pente, uma roda de bicicleta, um quarto empoeirado. E eis sua pergunta: porque o cotidiano não pode ser bonito, apreciado?

Esta é uma divisão de funções que Jackson Pollock explicou em uma entrevista à revista Life. Ao ser perguntado sobre a função de sua arte - puramente estética - ele citou o exemplo de um vaso de violetas. O quanto é diferente sua função do que a de um garfo, por exemplo?

A obra de arte só se classifica como tal quando é posta em um pedestal de reflexão, e esta é a visão de que estes dois duvidavam. Quem escolhe, afinal, o que deve ser posto ou não sobre este pedestal? Todas as percepções valem. Esta é a diferença.

Uma história muito boa do Duchamp é sobre uma das suas obras, que era um grande espelho. Em uma das suas exposições pra lá e pra cá, acabaram quebrando a peça, deixando-a rachada. Esperando uma mega bronca, os funcionários da casa de cultura foram dar a notícia e ficaram surpresos: ele havia adorado a idéia. 

O que o artista gostava, era justamente deste acaso da vida, pois era isso o que proporcionava as idéias científicas, as grandes invenções mecânicas, as obras de arte. O que não é a Monalisa afinal - e aí eu utilizo uma obra que aparentemente NEGA tudo isso devido à sua aura histórica-, senão uma grande obra do acaso, de um cara que ao longo de sua vida, decidiu pintar a esposa de um comerciante, para ganhar uns trocados?
 
O que a arte de rua faz é subverter estes conceitos; da mesma forma com que o objeto funcional prático pode ser colocado em um patamar de reflexão, também pode a obra de arte ser colocada em uma posição prática, e tão efêmera quanto a de uma geladeira. 

Comecei a tirar fotos destes trabalhos nas ruas, e a sensação que tive era de conseguir quebrar um processo inquebrável; fazer uma ruptura no que não pode ser controlado: o tempo. Me senti tirando o caráter essencial da coisa, que a validade. A vida como ela realmente segue - ao contrário do conceito imortal que tanto tentamos aplicar às obras de arte.

Um dos mais irônicos pra mim é uma imagem do Nascimento de Vênus (Botticelli), que fica ali pela Leopoldina-RJ. Uma das imagens mais imortalizadas da história, sendo retratada ali em uma parede suja, de rua. É colocar na marra, o intocável, no mais puro mal hálito da realidade (como comparava Guimarães Rosa). 


Passei diversas vezes pelo trabalho que julgarei pra sempre o meu preferido. Ele ficava ali na Pres.Wilson, perto do consulado Francês. Além das imagens bem coloridas de salmão, sombras brancas e azul, tinha uma aplicação de rodas enferrujadas de bicileta que rodavam e fitas prateadas (devia ser uma espécie de adesivo) fazendo um "chuveirinho" no lado oposto da parede. Bem embaixo, uma pequena privada e uma frase "homenagem à Duchamp", com a data. 

N'outro dia passei por ali e vi que fizeram outro trabalho por cima. Também original, mas não conseguiu conter minha decepção. Apesar de passar por ali diversas vezes por ano - e ver o trabalho se deteriorando-, eu já o tinha meio que como de estimação. Depois, contive meu pensamento quadrado e concluí: a função do trabalho havia sido cumprida. 

E 'cest fini.

Sophie, cuide de você


"Recebi uma carta de rompimento.
Eu não soube respondê-la.

Era como se ela não me fosse destinada.

Ela terminava com as seguintes palavras: "Cuide de você".

Levei essa recomendação ao pé da letra.

Convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão, para interpretar a carta.

Analisá-la, comentá-la,dançá-la, cantá-la. Esgotá-la. Entendê-la em meu lugar. Responder por mim.
Era uma maneira de ganhar tempo antes de romper.
Uma maneira de cuidar de mim."


Sem saber do que se tratava, entrei na exposição "Sophie, cuide de você" no MAM, neste último sábado. No início fiquei assustada com a quantidade de pessoas em profundo silêncio e leitura, e uma apostila que me deram na entrada - sem explicar direito o que eu precisava fazer com ela.

A exposição de Sophie Calle acabou sendo uma ótima surpresa, com um tom muito profundo e, ao mesmo tempo que pessoal, social. Ao receber um email de rompimento de um relacionamento amoroso, a artista o enviou a 107 mulheres completamente diferentes, cada uma com sua especialidade.Estas mulheres respondem diretamente à ela, ou ao autor, ou à própria situação, de acordo com seu ponto de vista profissional.

São inúmeras as interpretações, e por mais diferentes que possam se mostrar, ilustram o universo feminino de uma das formas mais expressivas que já vi por aí. Algumas com sofrimento intenso. Outras colocando o risco à responsabilidade da própria Sophie. E por aí vai.

A exposição inclusive gerou um blog, que provoca este caráter colaborativo e vai além da própria carta. Os visitantes comentam de que forma a exposição os impactou, estabelecendo um contato direto e tão pessoal quanto a pretensão inicial da artista. Ela acaba, através destes veículos, multiplicando infinitamente as interpretações e expressões de seu trabalho.

Quem se interessar pela compilação de respostas, pode encontrá-las no livro da exposição, à venda na lojinha do térreo do MAM. É só ter a disposição de desembolsar meros 290 reais (rs). 

Só fiquei pensando durante o senhor X que escreveu a tal carta. Eis uma bela expressão artística - e uma bela vingança também. Prato esse que se foi servido mais do que frio: vivo.  


Exposição no MAM RJ até 21/02 
http://www.mamrio.com.br/ 

Pierre et Gilles - A apoteose do sublime

Até 17 de janeiro, o Oi Futuro apresenta pela primeira vez no país a exposição Pierre et Gilles: A Apoteose do Sublime.

Até agora não sei exatamente o que sentir em relação ao conteúdo desta exposição. Sobre a divulgação, sem dúvida foi muito mais estridente do que o tamanho do evento, que se resumia a uma sala, somente.


Maria Madalena


São trabalhos muito bem trabalhados graficamente, numa mirabolância de símbolos e alusões religiosas que não me disseram muito inicialmente.





Kylie Minogue


 
Madonna


Óbvio que arte é uma questão pessoal, e que não há como tirar a originalidade dos trabalhos. Os artistas retratam celebridades e pessoas desconhecidas em fotografias únicas, pintadas a mão, por meio de um processo que resulta em uma estetizada imagem. A fotografia é feita por Pierre. Gilles cria a partir da impressão dessa foto, que recebe sucessivas camadas de tinta, excedendo a realidade fotográfica. Mesmo assim, em um mundo tão saturado de photoshops, obras como essas correm o risco de passarem batidas.

De qualquer forma, a visita ao Oi Futuro sempre vale à pena. Programa para todas as idades, a casa deixa pra trás a idéia retrógrada - muitas vezes saudosista - de museu. Valeu o passeio. 

Esculturas de Houdon

Estará até o dia 19/07 no Museu Histório Nacional a exposição "Tesouros do Louvre - Esculturas de Houdon", imperdível não só pela exclusividade de peças originais do Louvre, mas também pelas próprias obras, fascinantemente técnicas e tecnicamente fascinantes.

Não é uma exposição longa, mas já dá pra sentir o conceito de "imortalidade", quando se fala de boas esculturas. A maioria são bustos famosos (Benjamin Franklin, Voltaire e demais personalidades da época) e a conexão que estabelecemos com eles é hipnotizante. Em uma determinada hora você "se toca" que aquilo é simplesmente material bruto, e mesmo assim, não cai direito a ficha. A impressão é que realmente estamos frente a frente com aquelas pessoas. De fato foram imortalizadas, não somente pela qualidade técnica das obras, mas pela alma que carregam. Os semblantes são vivos, e as expressões únicas, refletindo a personalidade exclusiva de cada peça (ou cada pessoa, se preferirem, rs).



Voltaire - Houdon se tornou ainda mais famoso depois de esculpir Voltaire semanas antes de sua morte. Foi definido então como o mais importante artista a fazer sua máscara mortuária e, consequentemente, o principal artista a retratar o símbolo da Revolução Francesa. Esta peça também está no Museu Nacional.





Louise Brongnart (4 anos)- Houdon criou um fascínio pela figura infantil, e retratou muitas crianças, assim como fez com seus próprios filhos. Dividia a idéia com Rosseau (a quem também "imortalizou" algum tempo depois), que as crianças deveriam ser bem educadas, saudáveis e sempre bem assistidas na questão da educação. Na verdade ele deve ter compartilhado esta visão com vários daqueles a quem esculpiu, já que o período da revolução francesa lhe proporcionou estes contatos...





Diderot - Criador da Enciclopédia, filósofo cáustico oponente da igreja,romancista provocador e promotor de um novo teatro - O drama burguês. Houdon o representou como um pensador da antiguidade romana, com o torso nu e os cabelos curtos. Esta é uma outra peça presente na exposição. Simples, mas uma das mais expressivas dentro da sutileza de rugas, olhos,músculos faciais. Os lábios abertos sugerem um homem que "conferencia".











Todas as obras presentes neste post estão nesta exposição aqui no Rio, vale muuuito a pena conferir. Ver por fotos não chega nem perto da sensação de estar perto destes trabalhos (e detalhe, sem linha amarela de distância!!). Foi difícil, mas conseguimos driblar a ânsia do Anima-Mundi (para esperar para ir em um dia mais tranquilo,rs) e fazer um programa mais clássico. Ou melhor, neo-clássico. =)

E Viva la Vida!

É até oportuno já largar por aqui um post sobre o Coldplay, banda que em algumas semanas estará fazendo shows pelo Brasil. Lá pelas tantas, zapeando na Multishow, passei pelo clipe de Viva La vida e wow!

A letra da música em si já é uma volta ao mundo. E passa por campos de batalha, por Jerusalém e o caramba a quatro, só faltou falar do Sadam. Óbvio que, se a letra já demonstra o tamanho da viagem, o clipe não poderia ser diferente. O vocalista, Chris Martin, como sempre, creepy. Em vídeos com close então, dá mais medo ainda. Ainda não consigo ver The Scientist sem ter arrepios. rs

Brincadeiras à parte, a qualidade dos efeitos é impecável. Toda a temática histórica de campos de batalha etc está amarrada com o visual. Os efeitos de pintura à óleo envelhecida e a própria iluminação que joga com sombra e luz remetem ao barroco, característico deste período específico que faz parte da proposta. Algumas partes do clipe fazem, inclusive, referência ao quadro "A Liberdade Guiando o Povo", de Delacroix (abaixo).

O CD inteiro carrega uma coerência com esta temática, o que "amarra" muito bem a proposta da banda. A faixa Viva la Vida não é nada mais do que uma analogia sobre as revoluções que fazemos em nossas próprias vidas.

"Revolutionaries wait for my head on a silver plate // Just a puppet on a lonely string // Oh who would ever want to be king?"


O jeito é esperar os shows no Brasil para conferir toda esta arte de perto. =)

"Me ensina a não andar com os pés no chão..."

O Divino Maravihoso
Gal Costa - 29/06/2005

Naquela época convivia com todo o ambiente tropicalista. Só falávamos dos movimentos novos que surgiam no mundo. Gil ouvia Hendrix o dia inteiro. Janis Joplin não saia da minha cabeça. Aquele som, aquele rasgo de voz foi me tomando de uma forma que criou em mim uma necessidade de fazer alguma coisa diferente do que eu acreditava, de tudo o que já fizera e de como eu entendia a música até então. Eu era muito radical, gostava de pouquíssima coisa. João era meu ídolo e nada, quase nada passava pela minha peneira. Não gostava de iê iê iê, nem da jovem guarda, de nada. Precisava fazer alguma coisa para me expressar, botar pra fora o que eu sentia, com força, atitude, e que, falando francamente, chamasse a atenção sobre mim.

Gil e Caetano, envolveram-se de corpo e alma com essas novas experiências da música popular brasileira. E dentre essas pesquisas me deparei com Divino Maravilhoso, uma canção que mexeu comigo. Caetano convidou-me para cantá-la no Festival da Record e Gil se propôs fazer o arranjo. Ele foi tão perspicaz que me perguntou como é que eu queria cantá-la. Expliquei que queria cantar de uma forma nova, explosiva, de uma outra maneira. Queria mostrar uma outra mulher que há em mim. Uma outra Gal além daquela que cantava quietinha num banquinho a bossa nova. Queria cantar explosivamente. Para fora. Gil fez então o arranjo para o Divino Maravilhoso.

Quando Caetano me viu pisar o palco cheia de penduricalhos e espelhinhos pendurados no meu pescoço, aquela cabeleira afro armada por Dedé, quase morreu de susto.Ele não sabia de nada. Não tinha escutado o arranjo do Gil, nada, nada. Cantei com toda a fúria e força que haviam em mim. Metade da platéia se levantou para vaiar. A outra metade aplaudiu ferozmente. Um homem na minha frente berrava insultos. Foi então que me veio ainda uma força maior que me atirou contra ele. Cantava diretamente para ele: É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte! Cantava com tanta força e tanta violência que o homenzinho foi se aquietando, se encolhendo, e sumiu dentro de si mesmo. Foi a primeira vez que senti o que era dominar uma platéia. E uma platéia enfurecida. Naquele tempo de polarização política, a música era a única forma de expressão. Despertava paixões, verdadeiras guerras. Saí do Divino Maravilhoso fortalecida, crescida. Acho que naquela noite entrei no palco adolescente, menina, e saí mulher. Sofrida, arrebentada, mas vitoriosa.


Fonte



Fiquei arrepiada! Admiro muito pessoas que procuram por si mesmas e que se explodem, como Björk cantou em Pluto. Invejo-as, e como! Como é difícil ser você mesmo num mundo onde as pessoas se exigem demais. Talvez por se exigirem tanto, sempre se decepcionam porque ninguém nunca será perfeito.

Responder positivamente às expectativas alheias é um fardo muito pesado. Ser a pessoa dos sonhos dos outros... como se vivêssemos num conto de fadas!

Minha primeira sobrinha nasceu no dia 21/08/2008 e eu estou muito feliz por isso! Torço muito para que meu irmão consiga ser um pai melhor do que o que tivemos (e olha que isso será dificílimo!) e que a esposa dele consiga ser melhor e não repetir os mesmos erros que cometeu na primeira maternidade.

Não quero cobrar nada da minha sobrinha. O que mais desejo a ela é liberdade! Sair do ventre já é um bom começo! Quero que ela experimente a vida sem medo, que ela se exploda, que ela faça a diferença, que ela seja sempre o que quiser e jamais se esconda porque tudo que é verdadeiro é lindo!

Dedico essa música à Beatriz!

Gal Costa - Divino, maravilhoso
Caetano Veloso e Gilberto Gil

"Atenção
Ao dobrar uma esquina
Uma alegria
Atenção, menina
Você vem?
Quantos anos você tem?

Atenção
Precisa ter olhos firmes
Pra este sol
Para esta escuridão

Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino, maravilhoso
Atenção para o refrão:
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

Atenção
Para a estrofe, pro refrão
Pro palavrão
Para a palavra de ordem
Atenção
Para o samba-exaltação

Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino, maravilhoso
Atenção para o refrão:
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

Atenção
Para as janelas no alto
Atenção
Ao pisar o asfalto, o mangue
Atenção
Para o sangue sobre o chão

É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte"

Seja bem vinda ao mundo, Bia! Ele não é do jeito que você merece, mas cresça com olhos bonitos para vê-lo melhor! Eu já amo você! Sempre te amei...